sábado, 28 de março de 2020

Entregadores: veja dicas para evitar acidente de moto em época de covid-19

Isolamento gera aumento na demanda de pedidos nos aplicativos de delivery

Em época de quarentena, para combater a disseminação do coronavírus, lojas, shopping centers e restaurantes estão fechados. Com grande parte da população em suas casas, a demanda nos aplicativos de delivery está crescendo. Seja para pedir um remédio de uso contínuo, uma pizza ou um prato de comida, muitos têm recorrido aos motoboys, que estão trabalhando, para receber em casa seus pedidos.

Se você é um desses profissionais que está trabalhando com a sua moto nesses tempos de covid-19, uma dica: evite de todas as formas se arriscar nas ruas e sofrer um acidente, afinal não queremos sobrecarregar os hospitais em um momento tão grave como este que vivemos.

Mesmo com as ruas vazias, a atenção na pilotagem e o cuidado com a sua motocicleta não podem ser negligenciados. Por isso, pensando em na sua segurança, elaboramos algumas dicas para você pilotar com segurança em meio a essa pandemia. Confira.

1 – Pilote sempre equipadoQuando for sair com sua moto para fazer entregas, use o equipamento de proteção completo. ele não vai evitar acidentes, mas pode evitar que um tombo “bobo” tenha maiores consequências e você tenha de ir ao hospital, e se exponha ainda mais. Use capacete integral, dentro do prazo de validade, e afivelado ao pescoço. Vista jaqueta de motociclismo, com proteções, luvas, calça de tecido resistente e um calçado de cano alto e fechado, alerta Gutenberg Santos Silva, instrutor de pilotagem do Centro Educacional de Trânsito Honda, em Recife (PE).

2 – Mantenha sua moto em ordemNa correria desses dias, com muitos pedidos e a chance de faturar uma grana extra, muitos entregadores podem deixar de lado a manutenção da moto.  Não faça isso. Lembre-se de calibrar os pneus, pelo menos, uma vez por semana. Ao dar partida na moto, aproveite para verificar o funcionamento de farol, lanterna, luz de freio e piscas. Fique atento também ao intervalo para trocar o óleo do motor e confira o funcionamento dos freios, antes de partir para mais um dia de trabalho.

3 – Tenha uma postura defensiva no trânsitoAo rodar, respeite as leis de trânsito e os limites de velocidade das vias, afinal as ruas estão mais vazias, mas os radares ainda estão operantes. Além disso, quanto maior a velocidade, maior o risco e menor o tempo de reação no caso de uma emergência. Por isso, mesmo com menos veículos nas ruas, assuma uma postura defensiva. Como não há engarrafamentos nas cidades, não é preciso rodar no corredor entre os carros. “Fique no centro da faixa de rolagem e mantenha distância segura dos outros veículos”, ensina Gutenberg. Atenção também aos veículos de grande porte, como caminhões e ônibus que ainda circulam nas ruas.

4 – Semáforo não é corridaCom menos carros e pessoas nas ruas, às vezes, o entregador pode se sentir tentado a furar o semáforo. Jamais passe na luz vermelha. Além de ser uma infração de trânsito grave, pode acabar em um acidente grave. E, lembre-se, é preciso evitar acidentes durante essa pandemia do novo coronavírus para aliviar os hospitais, e deixá-los livres para atender os infectados pela covid-19. O instrutor de pilotagem da Honda ainda deixa uma dica importante: “não saia do semáforo como se estivesse em uma corrida. Não tenha pressa, pois muitos acidentes acontecem quando um dos veículos tenta aproveitar a luz amarela”.

5 – Veja e seja vistoO trabalho dos entregadores intensifica-se à noite, com o pedido de pizzas e outras refeições, por isso é importante redobrar a atenção na pilotagem noturna. Afinal, tanto a sua visibilidade como a de outros motoristas e condutores fica prejudicada. Por isso é importante manter o sistema de iluminação da sua moto em ordem, trocando lâmpadas queimadas. Escolha jaquetas que tenham tecido refletivo para ser visto pelos outros motoristas. “Reduza também a velocidade, pois a percepção dos obstáculos à frente fica prejudicada”, conclui o intrutor de pilotagem Gutenberg. (por Arthur Caldeira)



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sexta-feira, 27 de março de 2020

Como o setor automotivo mundial está reagindo ao COVID-19?

Tempo de leitura: 5 minutos

Este post não tem a intenção de ser definitivo. Os dados elencados aqui se referem aos impactos do COVID-19 registrados até o dia 26 de março de 2020. Outros dados serão incluídos neste conteúdo semanalmente.

O COVID-19 já não é mais novidade. Jornais, rádios, podcasts e qualquer veículo de comunicação tem como assunto principal este vírus. Especula-se até que o tombo da indústria global poderá ser superior ao da crise de 2008. Você pode até estar cansado de tanto ouvir falar sobre ele. Mas acredite, é essencial estar por dentro do assunto para se proteger, em todos os sentidos, financeiro, físico e emocional.

A Organização Mundial da Saúde divulgou na última segunda-feira (23) que em apenas 4 dias os novos casos de coronavírus subiram em 100 mil, levando o total de pessoas infectadas a mais de 300 mil em quase todos os países do mundo.

Fábricas paradas, funcionários trabalhando de casa e grandes pausas nos eventos automotivos. Neste post, faremos um apanhado sobre o Coronavírus, traremos informações sobre compra e venda de carros e o impacto que o vírus tem nesse processo. Nossa intenção é fazer com que você esteja o mais bem informado, seguro e saudável possível.

covid-19 setor automotivo
Fonte: CNBC

Os impactos do COVID- 19 ao redor do mundo

Hoje quase todo o mundo está sentindo as consequências do COVID-19. A pandemia foi descrita pelo primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, como “a pior crise de saúde pública de uma geração”. A indústria automobilística, como uma das mais internacionalmente conectadas do planeta, por envolver processos que movimentam milhões com importação e exportação, também está sofrendo esse impacto. 

  • Em fevereiro, quando eclodiu toda a situação na China, caíram 79% as vendas de carros novos. As montadoras de lá estão pedindo ajuda ao governo depois que as vendas em todo o setor despencaram 79% em fevereiro, um declínio mensal recorde, com a demanda atingida pelo surto do novo coronavírus.
  • A Itália atualmente é o segundo país mais afetado pelo Coronavírus, só perdendo para a China, com todo o país sendo trancado enquanto as autoridades de saúde tentam conter a disseminação do COVID-19. A Federação Italiana de Concessionárias de Automóveis (Federauto) anunciou que as vendas de carros nas zonas onde há foco da doença na Itália estão recuando, em um mercado desaquecido há meses e que já apresentava uma queda de 8,8% em ferevereiro. 

Como está sendo a reação do setor automotivo internacional?

As montadoras italianas já estão tomando medidas de precaução contra a doença. A Fiat Chrysler Automobiles (FCA), maior fabricante da Itália, confirmou o fechamento das suas instalações de fabricação, não apenas na Itália, mas também na Sérvia e Polônia.

As fábricas da FCA estarão fechadas até o final do mês de março. Ferrari e Lanborghini seguiram o exemplo. A FCA afirma que os fechamentos das fábricas são para permitir que o grupo esteja totalmente pronto para iniciar a produção imediatamente, assim que as condições do mercado permitirem.

Além dos fabricantes italianos, o grupo PSA anunciou o fechamento de todas as suas fábricas na Europa – modelos Citroen, Peugeot, DS, Opel e Vauxhall – por tempo indeterminado. A Ford está incentivando toda sua equipe de escritório a trabalhar remotamente. Fechou a Ford Dagenham e também as fábricas na Valência, Romênia e Alemanha. 

As concorrentes General Motors, Ford e FCA e o sindicato American United Auto Workers (UAW) se juntaram para formar uma força-tarefa com o objetivo de combater o vírus.

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Como as montadoras estão revertendo a crise?

Muitas montadoras estão tomando medidas para manter as relações já construídas com seus clientes e atrair novos, mesmo durante a crise. 

A Ford Motor Co (F.N)  está oferecendo aos clientes que adquirem novos veículos a opção de adiar seu primeiro pagamento em 90 dias. Um porta-voz dos EUA da Nissan Motor Co Ltd (7201.T) disse que a montadora lançará um programa semelhante. A Hyundai Motor fornecerá até seis meses de isenção de pagamento para clientes que perderem o emprego. Ford, Nissan, General, Motors e Toyota Motor também ofereceram opções mais brandas de pagamento aos clientes afetados pelo vírus. 

 Estamos trabalhando com clientes, caso a caso, em relação a adiamentos de pagamentos e isenção de taxas atrasadas.

Porta voz da GM em entrevista à Reuters

A estratégia é fazer com que os compradores de veículos novos nos Estados Unidos tenham a opção de adiar seus pagamentos e os clientes com financiamento  poderão solicitar remarcação de pagamentos se impactados pela paralisação devido à disseminação do coronavírus.

Durante um período de dúvidas e incertezas para o setor, essas medidas servem como uma estratégia de aumentar as vendas de carros novos. 

Como ser destaque e sair da crise de forma positiva?

Além das medidas que citamos como inspiração para ser criativo e pensar em soluções que beneficiem o cliente que está enfrentando a crise do COVID-19, é essencial trabalhar o online. Agora mais do que nunca. As redes sociais e o showroom digital são ferramentas de relacionamento e experiência do cliente. 

Depois que a crise passar, qual será o legado que a sua empresa deixou? Como o seu cliente irá lembrar do seu negócio? Você está presente onde ele está no momento (na internet), dando assistência, o suporte necessário e contribuindo para a recuperação da sociedade? 

Se você quer começar a responder essas perguntas, veja outros materiais que lançamos e que podem te ajudar:

Sua concessionária precisa de orientação para enfrentar a crise gerada pelo Covid-19? Fale agora com um especialista AutoForce, sem compromisso:

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quinta-feira, 26 de março de 2020

BMW Harley e Yamaha param fábricas; 96% da produção de motos está suspensa

BMW suspendeu a produção de carros em Araquari (SC) a partir de hoje; planta de motos em Manaus (AM) para em 30 de março

Depois da Honda, BMW, Harley-Davidson e Yamaha também anunciaram a suspensão da produção de motocicletas em suas fábricas, todas localizadas no Polo Industrial de Manaus, capital do Amazonas. Juntas, as quatro marcas representam 96% do mercado brasileiro de duas rodas, que produziu 194.734 unidades até fevereiro de 2020. Volume é 5,1% superior ao fabricado no mesmo período do ano passado.

A BMW paralisar sua planta temporariamente a partir de 30 de março, com retorno previsto para 23 de abril – a marca alemã também vem reduzindo as operações na fábrica de automóveis na em Araquari (SC) e irá suspender a produção a partir de hoje, 26 de março. “Nosso foco agora é proteger nossos colaboradores, manter todos em segurança e com saúde, e nos preparar para o que virá, com a retomada das atividades e do mercado”, afirma Jefferson Dias, Diretor da Fábrica de produção de motocicletas do BMW Group em Manaus. “Ao adotar esta medida preventiva, acreditamos reduzir a circulação dos nossos funcionários e, como consequência, a redução das chances de um eventual contágio”, reforça o executivo.Yamaha, segunda maior fábrica de motos do Brasil, vai suspender produção entre 31 de março e 19 de abril de 2020

A Yamaha também adota medidas para proteger a saúde dos colaboradores e de seus familiares em todo o país. Na sede administrativa, que fica em Guarulhos (SP), foi implantado trabalho remoto, as reuniões internas e com fornecedores são realizadas por videoconferências, além da suspensão de viagens pelo país e ao exterior e do cancelamento de todos os eventos e ações internas e externas. A planta de Manaus, a segunda maior do setor de duas rodas em volume, vai ter suas atividades fabris suspensas em 31 de março -“… regressando às atividades no dia 20 de abril de 2020.”, segundo comunicado da empresa.

A Harley-Davidson reuniu-se ontem, 25 de março, por videoconferência com a matriz norte-americana, durante o dia e decidiu parar a fábrica até 12 de abril, seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e das autoridades locais de saúde. “Desde o final de janeiro, a Harley-Davidson do Brasil avalia a situação do Coronavírus (COVID-19) e toma medidas proativas no interesse da saúde e segurança de nossos colaboradores, concessionários e clientes.”, afirmou em comunicado. (Por Arthur Caldeira)



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quarta-feira, 25 de março de 2020

Ducati fará lançamento da nova Streetfighter V4 por streaming

Mostrada no Salão de Milão 2019, moto naked com motor de quatro cilindros em “V” será lançada hoje nos canais online da Ducati

Embora tenha suspendido a produção em sua fábrica, na Itália, em função da pandemia de covid-19, a Ducati manteve a programação do seu principal lançamento deste ano. A nova Streetfighter V4 será apresentada hoje (25/3), porém por  streaming. Às 14:30, horário de Brasília (DF), a marca irá fazer uma transmissão ao vivo no seu canal no YouTube e também em seu website.

Durante a apresentação, o designer da Ducati, Jeremy Faraud, mostrará aos espectadores os conceitos de estilo que deram vida à Ducati Streetfighter V4. Depois dele, Alessandro Valia, piloto oficial de testes da marca, explicará os detalhes técnicos do modelo.Eleita a moto mais bonita do EICMA 2019, Streetfighter V4 tem motor de 1.103 cc e 208 hp de potência máxima

Eleita a moto mais bonita do Salão de Milão 2019, onde foi apresentada ao público, a Streetfighter V4 é uma super naked equipada com o motor Desmosedici Stradale, um V4 de 1.103 cc com 208 hp, asas na carenagem e um pacote eletrônico de última geração.

Os espectadores podem postar suas perguntas no vídeo no YouTube ou no Facebook. Os engenheiros da Ducati responderão nos próximos dias. (Por Arthur Caldeira)



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terça-feira, 24 de março de 2020

Honda vai parar produção de motos em Manaus em função da pandemia

Atividades na unidade fabril serão suspensas em 27 de março; retorno é previsto para 13 de abril

A Honda anunciou hoje que irá suspender as atividades produtivas em sua fábrica de motocicletas, localizada em Manaus (AM), a partir de 27 de março, em função dos impactos da pandemia do Covid-19. O retorno é previsto para 13 de abril, podendo ser postergado para 20 de abril. A decisão, segundo a empresa, prioriza a segurança e saúde das pessoas.

Líder der mercado no Brasil, com cerca de 80% do mercado, a fábrica da Honda foi inaugurada em 1976 e já produziu mais de 25 milhões de motos.

Em comunicado, a Honda afirmou que os colaboradores diretamente envolvidos no processo produtivo entrarão em férias coletivas a partir de 30 de março. Entre os dias 27 e 30, a empresa irá compensar as jornadas com a utilização do banco de horas.

Os profissionais da área administrativa serão direcionados para férias coletivas ou regime de Home Office. Já as atividades imprescindíveis, que não podem ser realizadas a distância, contará com um contingente mínimo de colaboradores, respeitando as medidas de prevenção recomendadas pelas autoridades para proteger as pessoas e conter a disseminação do vírus.

“A Moto Honda seguirá acompanhando o cenário, bem como as orientações governamentais, unindo-se aos esforços coletivos para conter os avanços do Covid-19. Dessa forma, contribui para que as condições de vida e da indústria de motocicletas, que vem registrando crescimento e investimentos, retornem com êxito à normalidade no menor tempo possível.”, encerrou a empresa em comunicado. (Por Arthur Caldeira)



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sábado, 21 de março de 2020

Motociclistas dormem na estrada e são escoltados pela polícia argentina

André Luiz dos Santos e os amigos tiveram de se proteger do sol escaldante da região do chaco argentino debaixo de caminhões

“A gente veio atrás de aventura e desta vez acho que a gente conseguiu. Teremos muita história para contar”, assim o dentista André Luiz dos Santos, 42 anos, encerra o relato da saga do grupo de seis amigos motociclistas brasileiros para deixar a Argentina em meio a pandemia de coronavírus. A viagem de moto pelo país vizinho começou em 7 de março, mas acabou com eles tendo que “sair correndo de lá”. Foram surpreendidos pelo fechamento das fronteiras argentinas, em 16 de maio, ordenado pelo presidente Alberto Férnandez para conter a propagação da doença. No caminho de volta enfrentaram hostilidade por parte da polícia e da população local para retornar ao Brasil.

Decidiram voltar quando estavam em Cafayate, norte da Argentina, na última quarta-feira (18/3). Na estrada encararam dezenas de bloqueios policias até Termas do Rio Hondo, onde é realizado o GP da Argentina de MotoGP (cancelado neste ano), e encontraram a cidade fechada. “A polícia nos proibiu de entrar na cidade. Nos conduziram com duas motos na frente e um carro atrás e nem deixou que parássemos para abastecer as motos”, conta André.

Essa situação se repetiu em outros lugares. “Tentávamos entrar na cidade, vinham os batedores e nos expulsavam”, relata. “Até mesmo nas cidadezinhas pequenas estava tudo trancado. Ou tinha carro na polícia ou cancelas que impediam a passagem”.André em um dos muitos bloqueios nas estradas argentinas; ele e seu companheiros rodaram mais de 2.100 km, durante um dia e meio sem dormir, antes de voltar ao Brasil

Nos poucos postos, o grupo tentava parar para abastecer e logo aparecia uma polícia para escorraçá-los. “Mas quando digo escorraçando, eu digo escorraçando mesmo, com agressividade”, explica o motociclista.

Todo lugar onde chegavam aparecia a polícia. Até mesmo para tomar um café. Segundo André, a impressão era de que os moradores foram orientados a chamar as autoridades ao ver um estrangeiro parado em algum lugar. E foi assim o dia inteiro. Até chegarem à região do chaco argentino, onde faz muito calor, e havia um bloqueio. Ficaram mais de quatro horas parados. Para se proteger do sol escaldante da região, entraram embaixo dos caminhões, também parados na estrada, por mais de quatro horas.

Depois de muita confusão, conseguiram passar, por outro bloqueio. Rodaram durante a madrugada até a cidade de Resistência, ainda na Argentina, onde chegaram por volta das 2 h da manhã. A cidade também estava fechada. “Então veio um coronel dando duro na gente por estarmos rodando. Explicamos que estávamos tentando voltar para o Brasil”, diz. A escolta, mais agressiva, novamente não permitiu que abastecem as motos. “Paramos em outro posto, mais à frente, pois quase nenhum mais tem gasolina. A mesma coisa. Insultos. Diziam ‘vai embora, volta para sua casa'”, relembra ele.

Celeiro como hotel

Depois de rodar quase o dia e a noite inteiros, mortos de sono, às 5h da manhã de quinta (19/3), os seis motociclistas pararam em um local isolado, com quatro casinhas, onde um senhor os ofereceu o celeiro para dormir. “Tinha uma cadela com 13 filhotes fazendo barulho e alguns ratos”, lembra. Mas o sono foi interrompido, mais uma vez, pela chegada dos policiais. “Acredito que algum dos vizinhos dedurou e fomos expulsos”, afirma.

Quando estavam quase chegando próximos à fronteira com o Brasil, ainda na cidade argentina de Misiones, estava tudo bloqueado. “Aí bateu o desespero. Não tem hotel, não tem o que comer, não tem nada para fazer, as pessoas não permitem nossa presença e não deixam a gente ir embora. Bati boca com a polícia, perdi a linha. Os policiais apontaram armas para as nossas cabeças e queriam nos prender. Deu um rolo enorme.” conta o dentista. Conclusão: não conseguiram seguir viagem.

Decidiram, então, seguir rumo ao sul, e tentar entrar no Brasil pela cidade gaúcha de São Borja. A esta altura, o grupo já tinha perdido a compostura. “A todo lugar que a gente ia, discutíamos com os guardas”, revela André.

Finalmente, depois de mais de um dia e meio de viagem de moto na estrada, 2.100 km percorridos e três horas de sono, conseguiram atravessar a fronteira. “Quem me mandou mensagem, me desculpa eu não vou responder. Tomei um banho gostoso, e vou dormir aqui no hotel em São Borja, onde ainda não há nenhum caso confirmado da doença”, encerrou a mensagem, enviada para um grupo de motociclistas no WhatsApp, na última quinta-feira, 19 de março, às 17h, já em solo brasileiro.

Viajante solitárioDécio também enfrentou problemas para voltar do Chile, atravessando a Argentina para chegar ao Brasil

O motociclista Décio Macedo, 51 anos, também enfrentou essa epopeia, porém sozinho. Em 7 de março, o administrador de empresas de Jundiaí (SP), entrou no Chile, em direção ao deserto do Atacama. Desceu até Copiapó, de onde atravessaria o Paso de San Francisco, a 4.700 m de altitude, de volta à Argentina, quando soube do fechamento das fronteiras. Mesmo assim, decidiu seguir viagem. “Passei todos meus dados aos oficiais da fronteira e as informações de onde ficaria hospedado”, conta ele. Meia hora após chegar ao albergue, um agente sanitário e um policial foram procurá-lo. “Eles fotografaram meus documentos e me orientaram que eu teria de ficar 14 dias naquele hostel com todas as despesas sendo pagas por mim. Tanto eu como a dona do local”, contou ele em relato à Infomoto.

Autorizado pela diretora de um hospital a seguir viagem. Saiu no dia seguinte (15/3), às 8h da manhã, também escoltado pela polícia. Décio acabou encontrando outros motociclistas brasileiros e enfrentaram os mesmo problemas. Recorreram até ao consulado brasileiro na Argentina para poder seguir viagem.Na fronteira, oficiais argentinos verificam os documentos de luvas e máscara

Passaram pela mesma região de André e seus amigos e foram autorizados a seguir, mas sem parar. Apenas para abastecer. “Um policial me abordou em um posto e me ordenou a voltar para o Brasil o mais rápido possível”, conta.

Foram proibidos de pernoitar no hotel em Corrientes e até mesmo de entrar em uma loja para compara água. Em resumo, entraram no Brasil por São Borja (RS). “Mas há ainda muitos viajantes de toda parte do mundo que estão presos nos hotéis. Têm dificuldade para se manter por 14 dias, não previstos, no mesmo lugar, arcando com hospedagem e alimentação. Meu conselho é tentar voltar rápido ao Brasil, procurar orientação do consulado. A situação na Argentina está bem complicada, com diversas restrições”, finaliza. (Texto Arthur Caldeira/ Fotos Arquivo pessoal)



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Pandemia fecha fábricas e concessionárias de motos no Brasil e no mundo

Fábrica da Ducati, na Itália, um dos países mais atingidos pelo coronavírus, está fechada desde 13 de março

A pandemia de coronavírus já paralisou a Europa e confinou milhares em suas casas. Na Itália, um dos países mais atingidos pela doença, a Ducati inicialmente suspendeu a produção de motos em Borgo Panigale até 18 de março,  para implementar uma série de obras e ações nas linhas de produção, aumentar ainda mais o nível de segurança dos trabalhadores e introduzir um programa de trabalho com vários turnos para reduzir pela metade o número de pessoas na linha de montagem ao mesmo tempo. Mas acabou adiando a reabertura da fábrica para 25 de março, para atender o cumprimento das novas diretrizes do governo italiano, que exigirão mais alguns dias de trabalho e modificações nas estruturas.

A Yamaha Motor Europe anunciou que a produção em duas instalações na Itália e na França foi temporariamente suspensa em resposta à pandemia de coronavírus Covid-19 em andamento.Yamaha paralisou a produção em suas plantas na Itália e na França

A produção na fábrica de motores Motori Minarelli em Calderara di Reno, Itália, e na fábrica de montagem da MBK Industrie em Saint-Quentin, na França, foram interrompidas. Ambas as instalações permanecerão fechadas até 22 de março, após o que a situação será revisada semanalmente – mas tudo indica que a pralisação deve continuar. A marca japonesa também cancelou dois eventos de pilotagem com a superesportiva Yamaha YZF-R1, que aconteceriam no circuito de Misano, na Itália, entre 20 e 21 de abril, e outro em Le Mans, na França, entre 25 e 26 de junho.

BrasilHonda parou as fábricas de automóveis no Estado de São Paulo, mas mantém produção de motos em Manaus (AM)

Aqui no Brasil, a Honda afirmou que, a partir do dia 25 de março, as atividades produtivas em Sumaré e Itirapina (SP) passarão por ajustes devido ao impacto da pandemia do Covid-19. Vai suspender a produção por 20 dias, com retorno previsto para 14 de abril, podendo ser postergado para 27 de abril.

A retomada da produção dependerá das orientações dos governos federal e estadual, das condições de segurança dos colaboradores e dos impactos da pandemia no mercado de automóveis, informa a empresa em comunicado.

Durante esse período, os envolvidos no processo produtivo entrarão em férias coletivas e os colaboradores que desempenham atividades administrativas estão em regime de Home Office.

Em relação à planta de motocicletas, localizada em Manaus (AM), no momento, as atividades produtivas seguem operando, com medidas adicionais de prevenção. A parada da produção é uma alternativa em avaliação, em resposta ao provável avanço na disseminação do vírus no estado do Amazonas. 

“A Honda está, a cada momento, revisando as contramedidas em resposta aos desafios impostos pelo avanço do Covid-19, priorizando a segurança e saúde das pessoas, a conformidade às diretrizes governamentais para conter o avanço da pandemia e a sustentabilidade dos negócios”, encerra o comunicado.

A Harley-Davidson suspendeu uma campanha promocional que aconteceria neste final de semana. Mas manteve o atendimento em suas concessionárias. 

Em algumas cidades do país, entretanto, concessionárias irão fechar, atendendo a orientação e decretos dos governos municipais. Competições, como o Superbike Brasil, que começaria neste final de semana, no autódromo de Interlagos em São Paulo, também foi suspensa. Diversos encontros de motociclistas foram cancelados no país afora. Tudo para evitar aglomerações e a propagação do coronavírus. (Por Arthur Caldeira)



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sexta-feira, 20 de março de 2020

Quais os principais impactos do Coronavírus no setor automotivo brasileiro?

Tempo de leitura: 9 minutos

Montadoras interrompendo produção e anunciando férias coletivas, esvaziamento de escritórios, demissões e greves; determinações estaduais para o fechamento de concessionárias. Definitivamente, com a transmissão local confirmada, já podemos sentir os impactos do Coronavírus no setor automotivo brasileiro. E não estamos falando apenas de queda nas vendas: o aumento exponencial do dólar, a quarentena da população e redução das importações também preocupam devido ao estoque de peças e acessórios e a necessidade de manter o atendimento no pós-vendas.

Os dados mostram que as vendas de veículos durante a primeira quinzena de março ainda escaparam da pandemia. Até então, foram emplacados 112,2 mil automóveis e comerciais leves. No entanto, esse movimento não deve se manter no fechamento do mês. Muitos concessionários já reclamam do esvaziamento dos showroons e da queda na procura por veículos. 

Nesta semana, a Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) emitiu comunicado para as 7,1 mil concessionárias brasileiras informando que fará a revisão de expectativas de vendas em abril. No entanto, evitou indicar abertamente o fechamento das lojas. A entidade afirma que os estoques das concessionárias têm garantia de abastecimento por um período de 45 a 60 dias.

No entanto, sabemos que essa não é exatamente a realidade para todas as marcas. Algumas delas, como a Hyundai, tem boa parte dos componentes importado diretamente de países como Coreia, Japão, China e da Europa, que estão no epicentro da pandemia do Covid-19.

Os primeiros dias de abril serão decisivos para a reavaliar as projeções do ano. Mas é fato que já podemos listar alguns dos principais impactos do Coronavírus no setor automotivo brasileiro e o que é possível fazer para contornar a situação neste primeiro momento.

impactos do coronavírus no setor automotivo
Fonte da imagem: Autoesporte

5 impactos do COVID-19 no setor automotivo brasileiro

1. Redução no fluxo de loja

O impacto mais visível foi, claro, a queda exponencial no fluxo de loja. Concessionárias que são clientes da AutoForce têm reclamado, em todas as regiões do Brasil, sobre o esvaziamento dos showroons físicos, causado, principalmente, pelo isolamento da população em suas casas.

Essa redução também é causada por medidas preventivas dos estados brasileiros. Em Santa Catarina, o governo estadual determinou o fechamento do varejo, incluindo as  concessionárias. A Prefeitura de São Paulo também determinou o fechamento do maior varejo do país até 5 de abril.

Além disso, com as proibições às aglomerações, feirões de vendas e outras estratégias de marketing offline estarão temporariamente suspensas. Eventos do setor automotivo, como o AB Experience, foram adiados para o segundo semestre.

2. Realocação da equipe

Outro ponto importante é a reorganização das equipes das concessionárias. Para além da diminuição da demanda nos showroons físicos, a medida é necessária também para evitar a transmissão local do coronavírus.

Distribuição de álcool gel no ambiente físico, orientações de higiene e de redução de contato físico entre os colaboradores são medidas essenciais.

Diante disso, algumas concessionárias estão readequando parte da operação para o trabalho remoto

Algumas equipes, como pré-vendedores (encantadores de leads), administrativo e parte dos vendedores podem fazer o atendimento via internet e telefone, o que facilita o regime de trabalho home office.

Outra dica importante é adiantar férias e licenças para os grupos de risco, como gestantes, colaboradores com doenças crônicas ou com mais de 60 anos. 

Além disso, ainda que a orientação, no momento atual, seja de preservar os empregos (até porque ainda não chegamos ao pico de transmissão da doença, prevista para segunda quinzena do mês de abril), é importante considerar as medidas anunciadas recentemente pelo governo federal para estimular a economia. O pacote autoriza redução da jornada de trabalho e dos salários, os quais serão parcialmente compensados pelo governo.

3. Queda da confiança do consumidor

Períodos de crise trazem, principalmente, uma modificação no planejamento do consumidor. Além do medo da perda de empregos e da redução do poder aquisitivo, todos nós tendemos a direcionar o orçamento a itens essenciais, como alimentos e medicamentos.

O estudo COVID-1-: whay do consumers expect from brands, da Kantar Media, indicou que a principal preocupação das pessoas estava relacionado ao dinheiro: 60% dos entrevistados disseram “sentir que a situação exige mais planejamento financeiro e mais segurança para o futuro”.

Por isso, é possível que a decisão de compra de veículos (novos e seminovos) seja adiada pelo consumidor brasileiro para os próximos meses.

Até dezembro de 2019, uma pesquisa feita pelo Quorum Brasil com mais de 1000 proprietários de veículos indicava que 60% deles gostaria de trocar de carro em 2020 — uma onda de otimismo que o setor automotivo não via há algum tempo, e que agora deve demorar um pouco mais para se concretizar.

Um estudo feito pelo Facebook e a McKinsey, divulgado nesta semana, também indicou os reflexos do coronavírus no setor automotivo de outros países. 

impactos do coronavírus no setor automotivo
Fonte: Facebook Latam

De acordo com a pesquisa Coronavirus COVID-19: Facts and Insights, o Coronavírus foi o fator mais impactante na redução das vendas de carros de acordo com 72% das concessionárias da Itália, um dos países que mais tem sofrido com a pandemia.

4. Mudança no comportamento de compra

Outro ponto bastante expressivo é a modificação no comportamento de compra do consumidor. Neste ponto, não tratamos apenas da escolha sobre o que comprar, mas sobre como comprar.

A quarentena têm obrigado boa parte da população a permanecer em casa, o que gera uma demanda por serviços delivery. Ainda segundo o estudo Coronavirus COVID-19: Facts and Insights, as primeiras semanas de pandemia trouxeram um impacto direto no varejo, pois os consumidores reduziram o tempo fora de casa, mas não deixaram de comprar:

  • 81% foi o aumento no comércio eletrônico de alimentos e suprimentos;
  • As vendas online dos supermercados cresceu em 3x;
  • 49% dos consumidores disseram estar dispostos a pagar mais por qualidade e segurança

É possível, portanto, que a pandemia do Coronavírus traga mudanças mais profundas rapidamente, principalmente na forma como consumimos bens essenciais. Alimentos, medicamentos, eletrônicos: a crise está provando que as lojas físicas estão perdendo a importância (ainda mais agora, quando são pouco seguras).

5. Ajuste nos investimentos

A forma como as empresas — das micro às multinacionais — encaram as crises influenciam profundamente o relacionamento que desenvolveram com os consumidores no futuro.

É possível que, com os impactos do coronavírus no setor automotivo, boa parte do mercado esteja fazendo ajustes nos investimentos — produção, pessoal e publicidade, tudo deve ser readequado à queda na demanda. Ainda não é possível estimar, porém, o percentual de redução nos investimentos.

Essa readequação, no entanto, deve ser feita com responsabilidade. É em momentos de crise que consumidores buscam marcas de confiança e seguras. Por mais que a venda de um veículo não se concretize em uma ou duas semanas, a relação de confiança entre o consumidor e a concessionária (a ponta da cadeira automotiva) pode gerar oportunidades de negócio após o período de pandemia.

De acordo com o estudo COVID-19: what do consumers expect from brands, da Kantar, os consumidores esperam que as marcas tenham total controle de suas cadeias de produção e entrega também após a crise.

impactos do coronavírus no setor automotivo

Quanto ao setor automotivo, segundo o estudo do Facebook com a McKinsey, a expectativa é que a retomada das vendas se dê apenas no terceiro trimestre do ano (meados de setembro) — pelo menos na Europa.

“A província de Hubei responde por 9% do total da produção de automóveis chineses (incluindo montagem e componentes), interrompendo a cadeia de suprimento até a retomada das atividades”.

Coronavirus COVID-19: Facts and Insights by McKindey, Feb 2020)

Como sua concessionária pode manter as portas abertas durante o COVID-19?

Diante de tantas restrições de circulação e produção, é possível ainda que as concessionárias e revendedores de veículos alimentem alguma expectativa de venda para os próximos meses?

Seria irresponsabilidade assegurar que sim. O que sabemos até agora, no entanto, é que o setor automotivo, assim como outros que envolvem vendas complexas (itens de alto custo e ciclo longo de negociação), se reinventarão.

O que podemos orientar, no entanto, é sobre manter o foco no atendimento e experiência do cliente. Isso é assegurar a responsabilidade do setor automotivo com um serviço básico nos dias atuais, a mobilidade, o que tendemos a esquecer quando as vendas começam a cair.

Nesse momento, é essencial manter as portas digitais do seu negócio abertas. As redes sociais e o showroom digital são canais importantes para recebimento de demandas, as quais podem ser tratadas mesmo com o trabalho remoto do seu time.

Pensar nisso é essencial se lembrarmos que os serviços de pós-vendas, como venda de peças e acessórios e oficina, precisarão se manter. Por mais que a quarentena se estenda, os serviços de mobilidade, como Uber e 99pop, além do suporte aos veículos de pessoas físicas, serão necessários. 

Uma estratégia de marketing digital e vendas online não precisam ser cortadas, mas reimaginadas por ações como:

  • Estar presente onde os consumidores estão (ou seja, na internet);
  • Definir experiências alternativas ao cliente (como entrega à domicílio);
  • Dar assistência, fornecendo suporte oportuno e contribuir com ações de recuperação da sociedade e da comunidade.

Em momentos de crise, marcas que entregam valor real, agem com responsabilidade e ajudam comunidades e colaboradores são as que sobrevivem.

Aqui na AutoForce, passaremos as próximas semanas construindo conteúdo relevante e que traga alternativas aos impactos do coronavírus no setor automotivo brasileiro. 

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domingo, 15 de março de 2020

Muito além do bluetooth: veja sete motos conectadas ao smartphone

Smartphones da Samsung funcionam até como espelhos retrovisores na elétrica Energica Bolid-e

Todo mundo usa o smartphone hoje para fazer quase tudo. Dá para pedir comida, agendar consulta, pagar contas, enfim… Inúmeras utilidades além de ouvir música, mandar mensagens e o antiquado ato de fazer uma ligação e “falar ao telefone”.

Por isso, cada vez mais, os fabricantes estão investindo em tecnologias que permitem conectar seu celular a sua moto. Mas não apenas por bluetooth para ouvir música. As funcionalidades hoje vão muito além disso. É possível encontrar o melhor caminho, gravar um passeio por uma estrada nova, fazer acertos na moto e no motor… Enfim, conheça alguns modelos de motos conectados de verdade ao smartphone.

KTM 390 DukePraticamente todo line-up da KTM tem conexão Bluetooth e app que conversa com a moto

Praticamente todo o line-up da KTM se conecta ao smartphone. Da naked 390 Duke aos modelos bigtrail da marca austríaca, todos contam com conexão bluetooth ao painel digital com tela TFT e têm um aplicativo dedicado, chamado de “my Ride”. Na 390 Duke, o app tem funções mais limitadas do que nas motos maiores, que têm sistema de navegação e permite fazer ajuste nas configurações da moto. Mas, ainda assim, é possível saber o nível de bateria do celular, controlar as músicas ou receber ou recusar chamadas.KTM 390 Duke é naked compacta, mas que já conta com conexão

Para navegar existe uma espécie de joystick no punho esquerdo, que é fácil de usar e ainda é retro iluminado, isto é, tem uma luz interna que facilita a visualização mesmo à noite. Entretanto, para ouvir sua playlist preferida será preciso ter um intercomunicador Bluetooth com fones no capacete. 

Kawasaki Z 900Mostrada no SDR 2019, nova geração da naked de quatro cilindros ganhou conectividade

Um dos modelos de maior sucesso da Kawasaki no Brasil, a Z 900 ganhou em sua nova geração mais conectividade. A naked de quatro cilindros, que chega ao mercado só no final deste ano, ganhou um novo painel digital com tela colorida de 4,3″ TFT, que tem cor de fundo selecionável e brilho da tela variável, para se adequar à luz ambiente.

Por meio do bluetooth, o condutor conecta o celular à motocicleta. Usando o app “Rideology”, da própria Kawasaki, várias funções do painel podem ser acessadas, como dados de funcionamento da moto, registro de pilotagem, e depois que as informações da motocicleta forem carregadas no aplicativo, elas poderão ser visualizadas no smartphone.Cor de fundo pode ser escolhida e brilho adapta-se às condições de luz do ambiente

Enquanto a moto é guiada, o aplicativo rastreia a velocidade do veículo, rpm, posição de marcha, quilometragem atual e temperatura do líquido de arrefecimento. Uma vez que o registro de pilotagem tenha sido salvo, o piloto pode revisar esses itens em uma exibição de estilo gráfico em qualquer ponto ao longo da rota. O aplicativo também pode exibir um resumo do percurso.

Energica Bolid-EConceito de moto elétrica controlada por smartphone foi desenvolvido em parceria com a Samsung

Com base em suas motos elétricas de alto desempenho, a italiana Energica criou uma moto praticamente controlada pelo smartphone e pelo smartwatch. A Bolid-e, desenvolvida em parceria com a Samsung, traz além da conexão Bluetooth, conectividade NFC entre a moto e o Samsung Galaxy Watch. O relógio funciona como uma espécie de dispositivo de desbloqueio inteligente, mais ou menos como uma chave de presença. Além do relógio do proprietário, que pode ser usado para desbloquear e ligar a moto, as permissões podem ser concedidas a outros relógios. Seria como emprestar as chaves da sua moto a um amigo. O Galaxy Watch também pode localizar a Bolid-E em um estacionamento.

No lugar dos espelhos retrovisores, há câmeras de alta definição integradas na parte dianteira e traseira da Bolid-E. A visualização ao vivo é então mostrada em dois dispositivos Samsung Galaxy da linha A, montados como “espelhos inteligentes”. Além de mostrar a visão traseira em tempo real, os monitores duplos também funcionarão como um dispositivo HUD. Usando a câmera frontal, eles poderão analisar e destacar obstáculos e perigos na estrada à frente do condutor. E ainda permitem gravar filmes dos passeios de moto.

Honda GL 1800 Gold Wing Tour

Além do bom desempenho do motor boxer de seis cilindros opostos e o conforto do câmbio automático DCT de sete marchas, a Honda GL 1800 Gold Wing Tour foi a primeira moto equipada com Apple Car Play, que permite espelhar o iPhone na tela colorida TFT de sete polegadas, mas só permite conexão Bluetooth para dispositivos Android. o Apple Car Play agora também equipa as motos da família touring da Harley DavidsonNa Honda Gold Wing, a tela do iPhone ‘aparece’ no painel TFT de 7 polegadas

O som das quatro caixas tem boa qualidade, e a navegação do sistema é intuitiva por meio de botões no punho esquerdo. Há também uma infinidade de informações sobre consumo, distância percorrida, autonomia e até a pressão dos pneus, mas ainda ficou devendo um bom sistema de navegação para quem não tem o smartphone da Apple. Nos exterior, a Gold Wing tem rádio via satélite e um navegador próprio.

BMW R 1250 GSAté a bigtrail R 1250 GS rendeu-se à conectividade dos smartphones

A BMW também desenvolveu um aplicativo para conectar suas motos, como a R 1250 GS, aos celulares dos seus proprietários. Com o BMW Motorrad Connected instalado no smartphone e conectado por meio do bluetooth ao painel TFT com tela de 6,5 polegadas, o condutor pode navegar por meio de um multicontrolador no punho esquerdo da moto. Há um navegador simplificado, que facilita a visualização enquanto se pilota a bigtrail e presta atenção aos perigos da via. O aplicativo também memoriza informações sobre a moto, como consumo, acerto das suspensões, modo de pilotagem, etc…BMW Motorrad Connected mostra informações claras na tela, para não tirar o foco da pilotagem

O sistema ainda permite ouvir música, atender ou realizar chamadas, mas para isso é preciso ter um intercomunicador, também bluetooth, instalado no capacete. Não traz nada de muito inovador e o emparelhamento do celular, app e painel não é dos mais simples. Contudo, é interessante a ideia da BMW de integrar tecnologia sem tirar o foco do condutor na pilotagem, por meio de informações mais claras e controles nos punhos.

Yamaha YZF-R1MYamaha YZF-R1M tem ‘telemetria’ digna da MotoGP

A superesportiva Yamaha YZF-R1M, de mais de 200 cv, sai de fábrica com um antena GPS e conexão wi-fi para transmitir todos os dados de uma sessão na pista para um aplicativo dedicado, que funciona praticamente como uma telemetria da MotoGP. Por wi-fi, o piloto descarrega os dados de desempenho e informações, em um tablet, como o melhor tempo, a velocidade máxima, a inclinação nas curvas e até mesmo a atuação dos controles eletrônicos está ali na tela a sua frente.Antena GPS na traseira colhe as informações como tempo de volta, aceleração, inclinação nas curvas…

Com motor de mais de 200 cv e peso, em ordem de marcha, de 199 kg, a R1M foi feita para rodar na pista. O aplicativo permite também ajustar as suspensões e configurações do motor ainda nos boxes, assim que é feito o upload para a moto, as regulagens passam a valer. Tudo num passe de mágica, graças à tecnologia. 

Ducati MTS 1260Ducati tem aplicativo com informações de desempenho, ajustes e estatísticas de uso da moto

A Ducati também criou sua aplicativo Link para ampliar a conexão entre moto e celular. Com uma conta, o proprietário de modelos, como a aventureira Multistrada 1260S, entra para uma espécie de comunidade de marca, na qual pode compartilhar rotas de passeios e acessar a de outros usuários.App Ducati Link funciona como espécie de telemetria da moto, com informações sobre rotação do motor, marcha engatada e até inclinação nas curvas

O app também funciona como uma espécie de telemetria. Conectado ao painel da moto, armazena informações de desempenho, como a velocidade máxima, a potência máxima atingida e a inclinação nas curvas. Mas também é possível ajustar as suspensões, modos de pilotagem, entre outros, antes de sair de casa e depois só “sincronizar” à moto. Há ainda estatísticas, como os giros do motor e a marcha engatada em cada trecho do percurso, grças ao GPS do smartphone. O condutor ainda consegue controlar a manutenção de sua Ducati, por meio do aplicativo. (Por Arthur Caldeira)



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sábado, 14 de março de 2020

Nova moto BMW de 1.800 cc para brigar com a Harley será mostrada em abril

Em novembro passado, marca mostrou conceito R 18/2 que dava pistas de como será a nova cruiser alemã

Finalmente, a aguardada cruiser da BMW, equipada com o motor de dois cilindros opostos (boxer), com refrigeração a ar, e 1.800 cc, já tem data oficial de lançamento: no próximo dia 3 de abril, a R 18 finalmente será apresentada ao público. O modelo cruiser chega como uma arma para incomodar a rival Harley-Davidson no segmento de motos premium.Cruiser deve ter duas versões: uma com carenagem e malas para viajar, como mostra o registro no Inpi

E, para brigar com a Harley, a BMW apostou na conhecida receita da marca norte-americana: propulsor de grande capacidade cúbica, o maior boxer jamais fabricado pela marca alemã, e arrefecimento a ar. O design final ainda não foi revelado, embora a marca já tenha mostrado dois conceitos a R 18 e a R 18/2 que lembram os modelos cruiser norte-americanos.Assento solo e pequena carenagem cobrindo o farol chamaram a atenção no conceito R 18/2

Recentemente, a BMW também registrou a patente de duas versões da R 18 no Instituo Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). Uma delas nos moldes da H-D Street Glide, com uma carenagem frontal, sistema multimídia e outros itens de conforto para quem vai pegar a estrada; e outra cruiser mais moderna e jovial, com um grande farol redondo.Outra versão é mais urbana e jovial, e deve aceitar bem customizações

Os fãs mais puristas da BMW e de sua linha GS podem até torcer o nariz para essas motos da marca alemã, mas a empresa está confiando que os modelos vão ajudar nas vendas, principalmente no mercado norte-americano. “Todos nós da BMW Motorrad estamos ansiosos pelo destaque absoluto do ano para nós – a estréia mundial da BMW R 18”, disse o Dr. Markus Schramm, diretor mundial da BMW Motorrad.Primeiro conceito, R 18, mostrado em maio de 2019, se assemelha muito ao design patenteado pela BMW

Segundo Schramm, a nova R 18 e a entrada no segmento cruiser deve contribuir para manter as boas vendas da marca em todo o mundo – em 2019, a cifra de 175.162 motos vendidas foi recorde pelo nono ano consecutivo – e ajudar a BMW a liderar o segmento de motos premium. Ainda não há confirmação se as novas BMW cruiser serão vendidas no Brasil. (Por Arthur Caldeira)



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quarta-feira, 11 de março de 2020

Estudo de Caso: Como o Grupo Raviera aumentou em 200% a venda online de veículos

Tempo de leitura: 9 minutos

Vender carros novos por milhares de reais não é tarefa fácil, ainda mais nos dias de hoje, quando uma concessionária compete com fornecedores em todos os lugares. Das lojas de seminovos aos portais verticais e redes sociais, as ofertas por veículos (novos e usados) disputam a atenção dos consumidores. Nesse cenário, concessionárias que não têm o mínimo de presença on-line veem as vendas no showroom físico minguarem cada vez mais. Até 2018, essa era a realidade do grupo de concessionárias Raviera Motors

Com atuação no Norte e Centro Oeste do Brasil, o grupo representa marcas do varejo ao premium, como Toyota, Jeep, Chrysler, RAM, Dodge, Land Rover, Jaguar, BMW, Mini, Motorrad, Hyundai e HMB. Apesar dos seus mais de 50 anos de história, até então o grupo não possuía nenhum tipo de posicionamento ou estratégia de vendas on-line.

case concessionária raviera motors

Aquele, porém, foi o ano da virada. Ao adotarem novos showroons digitais, estruturarem uma equipe de pré-vendedores online e redefinirem o processo de vendas, o grupo saiu do total de zero vendas pela internet para uma nova realidade:

  • 17 mil leads gerados pela internet;
  • 266 vendas de veículos para leads entre fevereiro e dezembro de 2018;
  • 865 vendas de veículos para leads em 2019;
  • Premiação de Hyundai que mais vende no Brasil (Ulsan Hyundai);
  • Premiação de Jeep que mais vende no Brasil (Jeep Raviera);
  • 30% do faturamento total do grupo gerado pelas vendas na internet.

No total, houve um aumento de 225% nas vendas de carros para leads em apenas um ano. Tudo isso alcançado não apenas por uma campanha pontual ou aumentos exorbitantes no orçamento de marketing. 

Nas palavras do diretor regional do grupo, Ricardo Cardenuto, duas palavras regem a transformação digital iniciada (e vivenciada) pela Raviera Motors: processos e consistência. Cardenuto é responsável pelas marcas BMW, Jaguar e Hyundai (HMB) e lidera uma operação distribuída no Acre, Pará, Mato Grosso e Rondônia.

Neste post, você verá um resumo dos desafios e estratégias adotados pela Raviera Motors, os quais também foram abordados no webinar “Case Raviera Motors: de zero a 800 carros vendidos”. Você pode assistir o vídeo completo clicando no banner abaixo: 

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1. A GERAÇÃO DE LEADS

No início de 2018, o grupo decidiu estruturar uma operação digital para receber oportunidades de venda geradas pela internet. Começaram pelo mais básico: a geração e atendimento aos leads, algo que até então nunca havia sido feito.  

Para isso, adotaram o Autódromo, plataforma CMS da AutoForce que deu autonomia à gestão dos showroons digitais e landing pages das concessionárias e integrou a geração de leads ao sistema CRM já utilizado pelo grupo.

A estratégia de geração de leads foi complementada pela redefinição do orçamento de marketing. Agora, boa parte do orçamento é destinado à campanhas online, em canais diversos.

“Saímos de anúncios estáticos para anúncios em movimento; demos uma reformulada na estratégia de Google Adwords; deixamos de fazer anúncio em TV. No começo, eu tinha uma resistência por causa da verba, então a gente gastava R$ 5 mil de Google e no outro mês não gastava nada. Então uma das coisas que fizemos foi um planejamento a médio prazo, porque no digital ou você começa a criar uma rotina ou você não consegue ter resultado. Em maio, quando começamos a uniformizar, foi quando começamos a ter resultado. A partir de agosto acertamos a mão e a gente decolou”.

Ricardo Cardenuto, diretor regional do grupo Raviera Motors

2. A CONSTRUÇÃO DA EQUIPE

No primeiro ano, já com uma equipe básica de encantadores de leads (pré-vendedores online), cujo foco era captar informações, entender o momento de compra e agendar visitas à concessionária, o grupo conseguiu fechar mais de 200 veículos vendidos pela internet no ano

“O primeiro momento foi de encontrar ferramentas integradas, que atendiam ao nosso objetivo de geração de leads. Ao longo de 2018, aprendemos muito sobre canais, em qual mídia investir, sobre o comportamento do consumidor e sobre o nosso próprio comportamento. Investimos em uma estrutura nossa de atendimento, capacitamos pessoas e deixamos de investir em mídia offline. Mas foi um ano de aprendizado mesmo, erramos bastante”.

Raphael Freitas, Gerente de Leads do Grupo Raviera Motors

Para garantir a expansão e consolidação do projeto, no entanto, era necessário que todo o grupo desse suporte à nova operação. Foi o que aconteceu em janeiro de 2019, quando Ricardo Cardenuto assumiu a direção regional de algumas marcas. Com isso, foi possível alinhar a equipe leads à equipe de vendas na loja física.

“O primeiro ajuste foi com a equipe de vendas. A equipe do Rapha fazia um ótimo trabalho, mas a meu ver a equipe de vendas não dava o peso que deveria dar para converter esse lead. Muitas vezes o pessoal do encantamento fazia todo o trabalho, o agendamento, mas quando passava para o vendedor, uma falta de feedback para a equipe acabava gerando a perda do cliente, o que fazia o cliente escapar. Então, como diretoria, começamos a dar mais suporte à operação de leads. Se a equipe de leads não tiver suporte, até o pessoal acreditar no processo, não funciona, não vai andar.”

Ricardo Cardenuto, diretor regional do grupo Raviera Motors

Em 2019, a equipe atendeu 17 mil clientes gerados pela internet. Atualmente, a equipe de leads conta com seis pré-vendedores, e deve chegar a nove até o final do ano. Além disso, segundo Cardenuto, o grupo também deve investir na criação de um departamento de busca e resgate, onde os leads cancelados ou perdidos terão tratamento de uma equipe diferenciada. 

Resultado de imagem para ulsan hyundai campo grande raviera motors

3. A MUDANÇA DE CULTURA

Mas todos sabemos que não adianta expandir a equipe sem mudar o mindset da operação. Para abraçar o modelo de Concessionária 2.0 — ou seja, de Concessionária Digital, responsável por uma experiência de compra que começa no online e termina no offline –, o grupo Raviera Motors precisava construir uma cultura de atendimento aos leads.

O primeiro passo, segundo Raphael Freitas, foi selecionar vendedores para receberem os leads. Com o aumento nos resultados — 80% dos fechamentos desses vendedores passaram a vir do on-line –, a equipe passou a receber exclusivamente os leads online, sem prospecção na loja física. 

“Se a equipe consegue trabalhar o lead e levá-lo até a loja, ele já está 70% pronto para comprar, se não ele não iria até a loja. O vendedor não entendia isso, o gerente também não, e aí a conversão era muito baixa. Quando conseguimos virar esse jogo e o vendedor entendeu que o cliente vai porque quer, sim, comprar o veículo, a gente fechou as vendas”.

Ricardo Cardenuto, diretor regional do grupo Raviera Motors

Segundo o diretor regional, além de separar a demanda do showroom digital e do showroom físico nas unidades de maior fluxo, também foi preciso treinar os vendedores a entenderem o timing de atendimento do cliente online. Isso porque, em algumas lojas, o modelo de vendedor híbrido ainda se mantém.

4. A HYUNDAI QUE MAIS VENDE NO BRASIL

Os resultados de toda a transformação digital vivenciada pela Raviera Motors nos últimos dois anos se refletiu nas vendas. Além do aumento impressionante de 225% nas vendas online do grupo, a Raviera também conquistou o prêmio de Hyundai que mais vendeu no Brasil em 2019.

Em 2018, a Hyundai Ulsan Campo Grande fechou 259 vendas pela internet, o que representava 15,1% do faturamento total da marca. Em 2019, Ulsan conquistou 539 vendas pela internet, dobrando a representação no faturamento

Veja os resultados completos do Grupo Raviera na apresentação abaixo:

5. O FUTURO DAS ONCESSIONÁRIAS

Para o futuro, o grupo pretende expandir o setor de vendas online, tornando a pré-venda agressiva e focada no conhecimento do produto e na experiência de compra. 

“A gente já entendeu que o comportamento do comprador de carros mudou e o crescimento [em vendas] existe. Vamos mudar a abordagem, em vez de agendar uma visita, eu vou perguntar: você quer conhecer um carro? Então eu vou apresentar ele para você.”

Raphael Freitas, gerente de leads do grupo Raviera Motors

Para Ricardo Cardenuto, diretor regional da Raviera Motors, a transformação digital não é uma opção para as concessionárias — principalmente se elas querem continuar existindo.

“Cada vez mais do fluxo de loja vai ficar inexistente e o vendedor vai ter que cada vez mais que trabalhar carteira, saber fazer prospecção, agendar o cliente e não esperar ele chegar na concessionária. O dealer que conseguir fazer o pessoal se conscientizar que não tem que ser receptivo, mas ativo, ele vai conseguir dar resultado, se não ele vai parar no tempo e outro vai engolir, não tem jeito.”

Ricardo Cardenuto, diretor regional do grupo Raviera Motors

CONCLUSÃO

Adotar o novo modelo de negócios do setor automotivo, também chamado de Concessionária 2.0, pode trazer muito retorno. Hoje, os compradores de automóveis e autopeças procuram as opções disponíveis, pesquisam on-line e, em seguida, convertem para obter informações sobre o estoque.

O restante da transação é concluído pessoalmente, em seu showroom. Tudo o que você precisa fazer é facilitar esse processo, fornecendo informações online e conversar com seus leads no momento certo do processo. Isso é construir uma experiência de compra omnichannel. Quem não está disposto a seguir esse novo modelo, continuará perdendo para a concorrência.

Estudos de caso como o do Grupo Raviera que mostram que é possível readequar a concessionária às necessidades do novo consumidor aos poucos, escalando continuamente a operação e as vendas. Isso depende de uma decisão comercial e da mudança de mindset, ambos focados em tornar o digital parte da estratégia de negócios. 

Quer saber como a AutoForce pode ajudar seu negócio a implantar o modelo de Concessionária 2.0? Clique aqui e fale agora com um dos nossos especialistas.

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domingo, 8 de março de 2020

Nova Dafra Citycom HD 300 quer brigar com Honda SH 300 e Yamaha XMax 250

Scooter será vendida nas cores preta e cinza, ambas foscas, por R$ 21.490

A nova Dafra Citycom HD 300 chega em março ao mercado com preço sugerido de R$ 21.490 e um objetivo bem claro. “Em modelos até R$ 20 mil, o Citycom S 300i vai bem, mas gostaríamos de ampliar nossa participação no segmento de scooters entre R$ 20 mil e R$ 25 mil”, revela o gerente nacional de marcas da Dafra, José Ricardo Siqueira. Nessa faixa de preço, os principais concorrentes são a Honda SH 300i (R$ 20.990) e a recém-lançada Yamaha XMax 250 (R$ 21.990). Quadro, rodas e motor são os mesmos da Citycom S 300i

Para crescer entre os scooters mais caros, a Dafra apostou em uma fórmula já conhecida e bem sucedida. Embora visualmente o novo HD 300 seja bem diferente do Citycom S 300, quadro, motor e rodas são os mesmos. O conjunto é fruto da parceria com a taiwanesa SYM. Lançada no Brasil em 2010, a Citycom reinou sozinha por muito tempo nessa faixa de cilindrada, até a chegada da SH 300 em 2016, e vende bem até hoje, com predomínio da versão com freios combinados que é mais barata: R$ 18.490.Condutor vai mais “sentado” na nova HD 300

A nova HD 300 tem praticamente o mesmo porte da S 300, mas parece menor. Seu design lembra as scooters europeias, com farol de LED no guidão e um escudo frontal mais compacto. A posição de pilotagem também muda, mas a altura do assento é a mesma (800 mm). O condutor vai sentado, com os joelhos flexionados a 90° e há um pequeno espaço para os pés, em função do túnel central onde fica o bocal do tanque – na S 300i a plataforma é um pouco maior. E, claro, não há o grande para-brisa.

A vantagem é que a HD 300 ficou mais leve, marcando 166,2 kg na balança. Segundo a Dafra, 13 kg a menos do que a S 300i. Além disso, ganhou algumas características muito úteis para quem anda de scooter. O compartimento sob o assento ficou maior – 38 litros – e leva tranquilamente dois capacetes grandes. A abertura é feita com a chave de ignição, que também destrava o bocal do tanque. Dimensões são as mesmas do Citycom S 300i, mas peso é 13 kg menor

A Dafra equipou a HD 300 com um bagageiro, que permite instalar um baú facilmente e aumentar ainda mais a capacidade de carga. Na parte de trás do escudo dianteiro há um porta-luvas com tomada 12V para carregar o celular e um gancho para sacolas.Painel mostra diversas informações; tela digital tem hodômetros, voltímetro, termômetro e relógio

O painel ficou menor, mas mostra muitas informações. Velocímetro, conta-giros, e marcador de combustível são de leitura analógica. Há uma pequena tela de LCD ao centro com hodômetros, carga da bateria, temperatura e relógio digitais.

Como andaHD 300 é mais leve e ágil que a Citycom S 300i

As primeiras voltas com o HD 300 aconteceu no Kartódromo da Granja Viana, na Grande São Paulo, durante evento de lançamento da scooter para a imprensa. Embora não seja o ambiente ideal para testar uma scooter, já deu para perceber que as mudanças deixaram a HD 300 mais ágil.

Além do peso menor, a posição de pilotagem mais à frente faz com que a nova scooter pareça mais leve de conduzir do que a antiga Citycom S 300i. As rodas de liga leve aro 16 são calçadas com os bons pneus Metzeler Fell Free, nas medidas 110/70, na dianteira, e 130/70, na traseira e ajudaram a contornar curvas no limite, raspando o cavalete central (de série) no asfalto.Rodas de liga-leve aro 16 usam pneus sem câmara; freios a disco têm ABS

Os freios a disco nas duas rodas têm sistema ABS, São suficientes para parar a HD 300, mas poderiam ser melhores. Sua “mordida” parecia meio lenta, demorando a funcionar – o que pode acontecer em função de serem unidades zero km, com as pastilhas ainda não assentadas aos discos.

O motor de um cilindro tem refrigeração líquida, quatro válvulas, 278,3 cm³ e produz bons 27,6 cv a 8.000 rpm. O câmbio CVT aproveita bem o torque de 2,6 kgf.m a 6.000 giros e seu consumo é razoável – 24 km/litro na cidade e 27 km/l na estrada, medidos em nosso último teste com a Citycom S 300i. Ao final da curta reta chegava aos 90 km/h, mas na estrada atinge 140 km/h no painel

Menos “equipado”

Ciclística e motor da nova scooter de 300cc da Dafra tem bom desempenho nas curvas  

O conjunto da nova Citycom HD 300 agrada. Motor e ciclística já foram testados e aprimorados pela Dafra ao longo de dez anos, na versão S 300. O modelo é uma boa opção para quem quer uma scooter para a cidade, mas gosta de mais motor. O preço de R$ 21.490 que o modelo chega às lojas agora, nas cores preta e cinza, ambas foscas, é competitivo, mas a lista de equipamentos do HD 300 é inferior a dos concorrentes. HD 300 tem porta-luvas com tomada 12V, mas não oferece chave presencial como as concorrentes

A SH 300 da Honda conta ainda com Smart Key, mas perde em espaço sob o assento e está sendo vendida por R$ 20.990. A nova Yamaha XMax 250, outra novidade, tem controle de tração, além da chave de presença e do espaço sob o banco, por R$ 21.990. Isso sem falar no próprio S 300i da família Citycom que teve seu preço reduzido para R$ 19.990 na versão com freios ABS e continua sendo uma boa escolha. (Texto Arthur Caldeira/ Fotos Divulgação Dafra)



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LGPD para concessionárias: como adaptar seu negócio às novas regras

Tempo de leitura: 10 minutos Em 17 de setembro de 2020, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) entrou em vigor no Brasil, mudando a forma...