Veja o que ficou para trás, no espelho retrovisor, neste 2019 no mundo das motos
Enquanto milhares de motociclistas pegam a estrada nas festas de fim de ano, aproveitamos para fazer um balanço de 2020 no mundo das motos. O ano começou com nova regulamentação sobre os freios e terminou com boas novidades no Salão duas Rodas, em novembro, e alta nas vendas para fechar o ano. Relembre os principais fatos do ano em duas rodas.
Freios mais eficientes
Em 1º de janeiro deste ano, entrou em vigor a regra que determina que toda moto fabricada ou vendida no Brasil tenha freios mais eficientes. Nos modelos acima de 300 cc, o sistema ABS é obrigatório; nas motos menores, basta o sistema de freios combinados, também conhecido como CBS. Mas mesmo modelos de 150cc, caso da Honda PCX 150 e da Yamaha Crosser XTZ 150, receberam freios antitravamento (ABS) na linha 2019.
Honda investe em Manaus
Líder de vendas no Brasil, com 78% do mercado de motos, a Honda anunciou, em fevereiro, investimentos de R$ 500 milhões na sua fábrica de motos em Manaus (AM) nos próximos três anos. O objetivo é tornar a produção mais eficiente para manter a competitividade.
A planta, inaugurada em 1976, já produziu 24 milhões de motocicletas. A primeira fase desse ciclo de investimentos visa a construção de uma nova fábrica de motores para facilitar os processos produtivos. O aporte financeiro também servirá para a renovação de equipamentos, a construção de novas instalações e o reposicionamento de linhas produtivas.
Harley elétrica
Apresentada em 2014 como um protótipo, a Livewire, primeira moto elétrica da Harley-Davidson começou a ser vendida em agosto nos Estados Unidos por US$ 29.799 (cerca de R$ 120 mil). Equipada com um motor elétrico de magneto permanente que não tem marchas e pode ir de 0 a 100 km/h em 3,5 segundos, a Harley elétrica tem autonomia para 177 km, afirmou a marca. A chegada da Livewire ao mercado em 2019 faz parte dos planos de investir em modelos elétricos para atrair novos motociclistas para a marca norte-americana. Em novembro, no Salão de Milão, a Harley revelou sua bigtrail e uma naked.
Vendas passam de 1 milhão
Pelo segundo ano consecutivo as vendas de motocicletas cresceram no Brasil. A previsão da Fenabrave, federação que reúne os distribuidores de veículos no Brasil, era que 1.072.000 motocicletas fossem vendidas neste ano, uma alta de 14% nas vendas comparadas com 2018, quando foram comercializadas 940.108 unidades. A marca de 1 milhão de unidades vendidas no varejo não era ultrapassada desde 2015.
BMW comemora 60 mil motos produzidas no Brasil
A BMW Motorrad celebrou em novembro a marca de 60 mil motocicletas produzidas no Brasil. O marco é fruto de uma década de produção local. Entre 2009 e 2016, a marca compartilhou a linha de produção com um parceiro local, em Manaus. Desde outubro de 2016, o BMW Group tem, na mesma cidade, a sua própria fábrica — a primeira 100% dedicada à produção de motocicletas fora da Alemanha. Construída em uma área de cerca de 10 mil metros quadrados, a planta já recebeu investimentos acima de R$ 75 milhões desde então. Atualmente, a unidade produz um total de dez modelos.
Honda CG 125 sai de linha
Neste ano, outro acontecimento marcante foi o fim da produção da Honda CG 125 que, até então, era produzida na sua versão Fan. Com o fim da famosa 125 “cilindradas”, a CG só é fabricada atualmente com motor de 160 cc. Por questões comerciais, a marca não instalou freios CBS na 125cc e interrompeu sua produção. A CG 125 resistiu de 1976 até o final de 2018, ano em que foram produzidas somente 24.000 unidades.
Duas rodas compartilhadas
Até mesmo sem motor a combustão, os veículos de duas rodas podem ser uma solução inteligente para a mobilidade individual, no caso de scooters e patinetes elétricos. No início deste ano, começou a funcionar a Riba Share, scooters elétricas compartilhadas, na cidade de São Paulo. Os patinetes, embora envoltos em polêmicas sobre seu uso e segurança, também se popularizaram em diversas capitais brasileiras.
Salão Duas Rodas surpreende
Apostando em uma nova fórmula com mais “experiências” e test-rides, o Salão Duas Rodas 2019 surpreendeu pela presença de grande público e a apresentação de diversos lançamentos. Realizado em meio à ausência de algumas marcas premium, como BMW, Ducati e Harley, o evento demonstrou que ainda tem força para atrair visitantes e ganhara espaço para as motocicletas na grande mídia.
Scooters fazem sucesso
Até outubro foram licenciadas 74.965 unidades na categoria scooter, crescimento de 30,1% ante as 57.631 unidades registradas no mesmo período de 2018. Impulsionado pela gasolina cara e o trânsito cada vez mais engarrafado, o aumento nas vendas das scooters mostra que esse prático e econômico veículo de duas rodas caiu no gosto do brasileiro.
Bolsonaro compra moto
Depois de se envolver em uma polêmica por usar o capacete incorretamente em um passeio de moto na praia, Jair Bolsonaro decidiu comprar sua própria moto. Em outubro, o Presidente adquiriu uma Honda NC 750X para passear por Brasília, segundo ele. O modelo, equipado com motor de dois cilindros e 750 cc, deve ganhar uma nova versão com câmbio automático no ano que vem. (por Arthur Caldeira)
Veja equipamentos para quem quer andar de moto com estilo e segurança
Todo motociclista gosta de receber um presente que remeta a sua paixão pelas duas rodas. Aproveite este Natal para presentear aquele amigo (a), familiar ou companheiro (a) que anda de moto com um equipamento de segurança que proteja e tenha muito estilo, ou ainda com algum acessório que vai deixar o passeio de moto ainda mais divertido. Confira nossas dicas para presentear motociclistas neste fim de ano.
Capacete Bell aberto
Feito para quem procura um capacete aberto com estilo “vintage”, o Bell Riot tem design minimalista para combinar com as motos de design clássico. Com casco composto em resina termoplástica, o Riot tem viseira com tratamento anti-embaçante e um pequeno gancho para facilitar o fechamento. Seu forro é feito em tecido antibacteriano e o acabamento é feito em couro. Preço R$ 799
Jaqueta urbana
Construída em múltiplos tecidos e algodão, a jaqueta Alpinestars Ray Canvas V2 tem estilo casual e possui tratamento externo para dispersão da água. Traz proteções certificadas pela Comunidade Europeia nos ombros e nos cotovelos. Tem ajuste no punho e na cintura para melhor caimento. À venda em lojas de acessórios. Preço R$ 1.299
Luvas Harley-Davidson
Feita em malha, neoprene e couro de cabra perfurado nas costas da mão, as luvas Arbon da Harley ainda tem couro de pele de cabra nas mãos e revestimento Coolcore que proporciona conforto durante todo o ano através da regulação térmica. Polegar ergonômico, dedos pré-curvados de e articulações elásticas melhoram a mobilidade para pilotar a moto. À venda nas concesisonárias da marca. Preço médio R$ 350
Bota Triumph Stroke
Feita em couro com acabamento vintage, as botas Stoke da Triumph trazem protetores certificados pela União Europeia e aplique para preservar a bota nas trocas de marcha. Com tornozelo acolchoado, tem forro respirável e stá disponível nas cores marrom e preto. Preço sugerido R$ 750
Intercomunicador
O novo sistema de comunicação Fit-for-All da BMW pode ser integrado em capacetes da marca e também de outros fabricantes. Além da comunicação entre condutor e passageiro, o sistema permite ouvir mensagens de navegação e reproduzir áudios livre de ruídos ou interferência graças a um sistema de redução de ruídos, assim como comunicação com outros equipamentos com bluetooth. Intuitivo e fácil de operar, tem três botõese até é possível acessar o comando de voz Siri ou Assistente Google e usufruir de atalhos por voz disponível no smartphone. À venda nas concessionárias da marca. Preço: não disponível
Crossover deve ter versão com câmbio automático de dupla embreagem
A Honda quer repetir no Brasil o sucesso que o câmbio DCT faz na Europa, onde a venda das versões equipadas com a transmissão automática corresponde a mais da metade das unidades comercializadas de modelos como a NC 750X. A crossover deverá ser a primeira moto a ganhar uma variante equipada com o DCT no país em 2020. A nova Africa Twin 1100 também está cotada para trazer a nova tecnologia, presente apenas no maxi-scooter X-ADV e na Gold Wing 1800 Tourer atualmente.
Exclusiva da Honda, a transmissão DCT para motocicletas é a aposta da marca para atrair novos consumidores, que não querem ter a preocupação de trocar as marchas, além de oferecer uma nova experiência para os motociclistas mais entendidos. Oriundo dos automóveis da fábrica, como o Civic e o NSX, o câmbio DCT (Dual Clutch Transmission, ou transmissão de dupla embreagem, em português) tem trocas automáticas, proporcionando mais conforto em longas viagens e praticidade no dia-a-dia. Nova Africa Twin 1100 também está cotada para receber o câmbio DCT no ano que vem
Esta não é a primeira vez que a Honda tenta introduzir o câmbio DCT (Dual Clutch Transmission, ou transmissão de dupla embreagem, em português) no mercado nacional. Em 2011, a VFR 1200F e a VFR 1200 X Crosstourer vieram equipadas com a primeira versão da transmissão, que ainda tinha algumas deficiências. A fábrica também avalia que os modelos eram muito “futuristas” e a tecnologia acabava ficando em segundo plano.
Em uma moto média e racional, como a NC 750X, a aposta é que o sistema possa mostrar seus benefícios. Na Europa, onde pouco mais de 50% das vendas são da versão DCT, a NC 750 X dotada da tecnologia custa 8.850 euros, pouco mais de 10% da versão com o câmbio manual, cotada a 8.000 euros.
Como funciona o DCT
Diferentemente dos câmbios dos scooters, o DCT tem o mesmo conjunto mecânico que um câmbio “convencional”, exceto pelas duas embreagens. Controladas eletronicamente, elas são responsáveis pelas trocas automáticas em milissegundos. Diversos sensores enviam informações à central eletrônica da moto que “opta” pelo melhor momento para subir ou reduzir uma marcha.Há duas embreagens, que fazem trocas automáticas: uma para as marchas pares, outra para as ímpares
As trocas acabam sendo quase imperceptíveis e, segundo a Honda, mais precisas do que qualquer piloto faria. Isso porque uma embreagem efetua as trocas das marchas ímpares (1ª, 3ª e 5ª) e a outra, das marchas pares (2ª, 4ª e 6ª). Sempre “engatilhadas” para engatar a próxima marcha, as embreagens realizam trocas rápidas e totalmente automáticas, sem interferência do piloto no modo AT.
Mas existe a opção MT (Manual Transmission, ou transmissão manual), que permite trocas de marchas por meio de botões (+ e -) no punho esquerdo, assim como em carros automáticos. E nas motos não há manete de embreagem e nem mesmo pedal de câmbio.
ImpressõesCâmbio DCT vai bem com o motor da NC 750X
A convite da Honda, tive a oportunidade de pilotar três modelos equipados com o novo câmbio pelas estradas italianas em novembro último – onde também avaliei a nova CB 650R, que tem câmbio manual. Já havia rodado com o X-ADV e a Gold Wing no Brasil, mas nunca havia experimentado o câmbio na NC 750 X e, muito menos, na recém-lançada Africa Twin 1100.
Para “engatar” a primeira marcha e sair com a NC 750X, ou qualquer modelo com DCT, há um botão no punho direito com as letras “N”, de neutro, “D” de Drive e “S” Sport. Basta colocar no D e partir. As trocas automáticas não dão trancos, mas são perceptíveis no modelo. Acontecem a giros bem baixos, o que “casa” bem com o motor de dois cilindros e da NC 750 X, que é praticamente metade de um motor do Fit, que gira pouco e tem sua potência máxima de 54 cv a apenas 6.250 rpm.Para engatar a primeira, basta colocar no “D”, Drive
A grande vantagem é que a moto não “morre” de jeito nenhum e o motor também não “corta” o giro, quando se estica demais as marchas, o que é comum com a NC, que tem a faixa vermelha já a 6.500 rpm. O mapa Sport (S) estica um pouco mais as marchas e permite uma tocada mais esportiva.
Mas, como a moto não fica “engatada”, os modelos com DCT têm freio de estacionamento, o “freio de mão”. No caso da NC 750X é uma alavanca no punho esquerdo. E é importante lembrar de puxá-la quando for estacionar, principalmente em descidas.No punho esquerdo, estão os botões para subir (+) ou reduzir (-) marchas e a alavanca do freio de estacionamento
Já na Africa Twin 1100 o freio fica no lugar do manete de embreagem. Mais recheada de tecnologia e com modos de pilotagem, o câmbio de dupla embreagem na bigtrail funciona de forma ainda mais imperceptível e precisa. Segundo Alfredo Guedes, engenheiro da Honda, isso acontece porque a central eletrônica (ECU) recebe mais informações dos sensores, permitindo trocas mais precisas e no momento certo.
Para meu estilo de pilotagem, em alguns momentos achei que a moto estava muito “solta”, ou seja, com a macha muito alta e o giro baixo demais. O que não chega a ser um problema, afinal, pode-se reduzir uma marcha no botão “-“, sem alterar para o modo MT. Dessa forma, o câmbio continua efetuando as trocas automaticamente.
Mas qual a graça?Na chuva e em estradas desconhecidas, câmbio DCT “libera” atenção para curtir os vilarejos italianos
A princípio pode parecer chato uma moto automática, mas confesso que, na prática, o câmbio DCT mostra algumas vantagens. Em um lugar desconhecido como as estradas ao sul de Roma, a capital italiana, e debaixo de chuva, não ter de se “preocupar” em trocar as marchas pode ser “libertador”. Liberou a atenção para curtir as sinuosas vias de mão dupla com mais segurança, admirar as paisagens e os seculares vilarejos italianos.
Além de dar mais “liberdade” para pilotar sem esquentar a cabeça se a moto vai acelerar o suficiente naquela subida ou na saída de curva, o câmbio DCT deixa o motociclismo mais acessível a quem não está acostumado à embreagem na mão e câmbio no pé. Como consequência imediata, oferece mais segurança aos pilotos novatos.Além da NC 750X, rodamos com a X-ADV e a Africa Twin 1100; todas com câmbio DCT
Claro que há modelos, como superesportivas ou motos de motocross, nos quais a troca de marcha faz parte da brincadeira. Mas em motos feitas para a locomoção diária ou uma viagem com os amigos, um câmbio automático que tenha bom desempenho e ainda ofereça conforto pode ser uma boa ideia. (por Arthur Caldeira)
Na semana passada, a Universal divulgou o primeiro trailer do novo filme de James Bond, “007 – Sem tempo para morrer”, que chega às telas em abril de 2020. Pouco tempo depois, mais precisamente ontem, a Triumph divulgou um release anunciando a parceria com a franquia e revelando que a nova Tiger 900 será a moto oficial do agente secreto mais famoso do mundo.
Além da nova geração da bigtrail, que ganhou motor maior e um design novo, e chega ao mercado também no próximo ano, a Scrambler 1200 também faz uma aparição com Bond como piloto.Nova Tiger 900 e Scrambler 1200 XE, as motos escolhidas para o novo filme do agente secreto não poderiam ser mais britânicas
O coordenador de dublês do filme, Lee Morrison, explicou que a marca britânica forneceu protótipos iniciais do Tiger 900 2020 para filmar em três locais. A equipe deu saltos enormes, enfrentou subidas íngremes e travessias de rios em ambas as motos, com apenas o mínimo em termos de modificação, e elas enfrentaram tudo sem problemas, o que não é surpresa. Com pneus de cravo, quadros robustos e suspensões de longo curso são feitos exatamente para o tipo de manobras que James Bond costuma fazer em seus filmes.Tiger 900 usada no novo 007: bigtrail tem motor maior e design novo
Embora seja a parceira oficial da produção e as motos escolhidas pelo agente secreto, a Triumph não é a única marca a aparecer em Sem tempo para morrer; assista o trailer do filme com atenção e verá o farol de uma Ducati Scrambler Desert Sled, guiada pelo “vilão”, ficando presa em uma perseguição de carro. Scrambler 1200 XE modificada para as cenas de “007: Sem tempo para morrer”
James Bond já tem uma longa história com as motos. Em “Operação Skyfall”, o ator Daniel Craig já acelerou uma Honda CRF 250R modificada e fizemos uma lista com algumas motos do agente secreto; confira. Mas essa é a primeira vez que ele acelera uma moto de uma marca britânica como ele. E, caso seja fã de 007 e de motos, deixe nos comentários o nome de modelos já usados pelo espião mais famoso do mundo. (Por Arthur Caldeira)
Se você já está convencido de que precisa apostar na venda de veículos pela internet, certamente já deve ter topado com outro grande desafio: descobrir quanto investir em marketing digital para concessionárias.
As dúvidas sobre como definir um orçamento, em quais canais apostar e sobre como obter retorno sem gastar muito de primeira são comuns a qualquer negócio que está entrando no digital. No setor automotivo brasileiro, são ainda mais comuns, uma vez que somente nos últimos anos, com a transformação digital, é que os revendedores começaram a apostar no online.
No entanto, o investimento no digital é uma das grandes tendências do setor automotivo para os próximos anos. Segundo o portal Automotive News, os gastos das concessionárias com digital vão ultrapassar os investimentos em mídia tradicional.
Um estudo feito com 400 dealers (franqueadas, revendedoras independentes e montadoras) mostrou que a parcela de orçamento destinado aos digital aumentou de 25% para 53%. E espera-se que ainda cresça nos próximos anos, atingindo 60%.
Em contrapartida, a maior parte dos respondentes afirmou que os investimentos em mídia tradicional devem diminuir até 2021.
Os dados nos mostram que a tendência é que o setor automotivo aposte cada vez mais no online para chegar ao consumidor, até por causa das mudanças que a internet trouxe para a jornada de compra de carros.
No entanto, antes de simplesmente começar a apostar no online, é preciso decidir quando investir. E, para isso, é preciso seguir alguns passos conhecidos, que envolvem:
Analisar o faturamento da empresa;
Observar a concorrência;
Definir quais objetivos a concessionária quer alcançar;
Escolher os canais de comunicação.
Sem dúvida é preciso considerar esses aspectos, mas hoje também vamos falar de outros que são importantes para contextualizar a decisão.
A ideia deste post é discutir como uma revendedora deve se preparar e onde aplicar o dinheiro quando se trata de investir em marketing digital para concessionárias.
Por que investir em marketing digital para concessionárias?
Porque o marketing digital é, hoje, a principal alternativa para lidar com a queda das visitas espontâneas ao showroom, fator condicionante dos resultados nas vendas.
No EUA, que apresenta um mercado mais complexo e maduro de automóveis, logo as concessionárias perceberam que o comportamento do público estava mudando. As pessoas iniciavam o processo de compra do carro pela internet.
Com isso, as lojas trataram de readequar o orçamento de marketing para as demandas da internet. Segundo o portal AutoFusion, os gastos do mercado automotivo em mídia online correspondia, em 2001, a apenas 3% do faturamento. O investimento aumentou para 11,5% em 2006 e para 23,7% em 2010. Uma projeção apontou, ainda, que os gastos alcançariam US$ 2,9 bilhões em 2012, ultrapassando o investimento em anúncio impressos.
No Brasil, os desdobramentos ainda vem acontecendo. Mas já está claro que investir em marketing digital para concessionárias, além de aumentar as vendas, aumenta a percepção de marca, ajuda a construir uma reputação no universo on-line e leva ao aumento das vendas.
Os compradores de carro, assim como consumidores de outros segmentos, também optam cada vez mais por produtos e serviços que carregam o peso de uma marca consolidada, além de observar fatores preço os benefícios de cada oferta na hora de decidir a compra.
As concessionárias devem, portanto, planejar suas ações para dialogar com esse perfil de consumidor. Deixar o marketing digital de lado ou adiar o investimento não é um opção, o melhor é entender como funciona e fazer escolhas o quanto antes.
1. Marketing digital gera mais oportunidades de venda
Um das principais vantagens ao investir em marketing digital é a geração contínua de oportunidades no funil de vendas da concessionária.
Os investimentos em anúncios online, por exemplo, geram uma conscientização do público sobre a loja revendedora. Isso provoca um crescimento no volume de pesquisas on-line pela concessionária, o que posteriormente afeta de forma positiva o ranqueamento da marca nos resultados do Google e faz com que as páginas da loja recebam mais cliques, mais visitantes, e, consequentemente, gere mais leads.
Quando o investimento em marketing digital é feito com regularidade, seja pagando por anúncios no Facebook Ads ou no Google Ads, a concessionária passa a assegurar que novos leads estejam sempre entrando no funil de vendas, o que significa ter regularmente novas oportunidades de negócio.
2. Marketing digital ajuda a medir o ROI
Um dos grandes dilemas do investimento de marketing tradicional é descobrir se valeu a pena, pois não é tão simples calcular o retorno sobre o investimento (ROI).
No marketing digital, a dinâmica é diferente. Cada clique, resposta, interação ou formulário de conversão preenchido resulta em dados.
Isso significa que tudo pode ser medido e o investidor consegue descobrir o momento de aplicar mais ou menos dinheiro em determinada ação ou canal de comunicação.
Aqui na AutoForce, por exemplo, nossos clientes utilizam o dashboard de resultados do Autódromo para medir os resultados de marketing digital. Com ele, é possível acompanhar os dados gerados pelas páginas, acompanhar os resultados das campanhas online e ainda integrar com o Google Analytics, permitindo análises mais aprofundadas de desempenho.
Quanto devo investir em marketing digital automotivo?
Dados do setor automotivo americano apontam que concessionárias com pouco tempo de atuação investem de 12% a 20% do faturamento em marketing digital. Isso ocorre por serem empresas mais jovens, com pouco tempo de mercado, e por isso precisam investir um pouco mais para formar uma base de clientes. Já lojas revendedoras com mais tempo de mercado investem de 6% a 12%.
Porém, estas são apenas estimativas de referência. O fundamental é observar o quanto a sua concessionária possui de faturamento e quais objetivos deseja alcançar com o online para só então decidir o quanto pode investir.
Isso porque, para apostar no marketing digital, é importante preparar a concessionária para as mudanças que essa operação traz.
O primeiro passo é preparar o time da concessionária, criando, primeiramente, uma cultura digital. Esse momento envolve a organização da empresa para lidar com as necessidades desse novo consumidor.
Para além disso, claro, é necessário estruturar a presença online da empresa, e o primeiro passo para isso é, claro, a organização do showroom virtual. Este, criado para entregar a mesma experiência do showroom físico na internet, é um dos recursos essenciais da estratégia digital da empresa.
Por último, é essencial definir desde o início quais objetivos sua concessionária deseja atingir com os investimentos em marketing digital. O foco sobre o posicionamento e divulgação da marca da concessionária pode ser um objetivo quando o mercado é extremamente competitivo.
Por outro lado, concessionárias com mais tempo de mercado podem ter como objetivo fidelizar clientes ou trabalhar o pós-venda, transformando antigos clientes novamente em leads.
Como decidir em quais canais de marketing digital devo investir?
A diversidade de canais é uma das principais vantagens do marketing digital, mas também pode ser um dos seus principais algozes. Se os canais escolhidos não fizerem sentido para seu negócio, você pode acabar gastando o dinheiro sem colher os resultados desejados.
A concessionária deve escolher os canais de preferência do seu público. Para descobrir isso, é essencial levantar os dados sobre a persona e a jornada de compra do seu negócio, informações que fazem parte do plano de marketing da concessionária.
No entanto, também é importante ficar de olho nas tendências e nos resultados que os diversos canais digitais estão trazendo para os negócios do setor automotivo.
O portal Today AutoDealer publicou, em 2018, os resultados de um estudo da empresa de marketing Outsell. Foram analisados dados de 420.000 clientes do setor automotivo e de 3,5 milhões de interações. Foi descoberto que metade dos revendedores pesquisados gastavam demais em pelo menos um canal de marketing, mostrando que o investimento tinha ultrapassado o ponto de retorno ideal.
Analise a influência dos canais
Em geral, há diversos indicativos de que o comportamento do consumidor cada vez mais se afasta da mídia tradicional e migra para os canais digitais.
De acordo com a pesquisa Gearshift AutoShopper Study 2017, feita pelo Google em conjunto com a TNS, o percentual de novos compradores de carro que decidiram sua compra influenciados pelo online foi o mesmo dos que foram influenciados pela televisão: 19%.
Quais canais influenciam os novos compradores de carros? Fonte: Google/Kantar TNS 2017
O mesmo estudo indicou que a rede de pesquisa está no topo da lista entre os canais online que influenciam o processo de compra de um veículo.
Se uma decide começar a pesquisar que veículo comprar, ela vai começar a fazer isso pelos buscadores, como o Google, em 39% dos casos. Só em seguida irá pesquisar nas páginas dos fabricantes do veículo (17% dos casos), em sites de avaliação de veículos (9% dos casos) e em sites de concessionárias (5%).
Por isso as estratégias de campanha online em rede de busca são tão importantes e exploradas hoje em dia. Elas estão mais alinhadas com a intenção de busca do usuário: ou seja, o anúncio só vai surgir para o consumidor que estava procurando por algo. Já as campanhas de rede display, que “perseguem” o usuário durante a visita a diversos sites, são mais relacionadas à conscientização.
Apesar de ser um artifício bastante utilizado no mercado dos EUA, os anúncios na rede de display já mostra sinais de saturação. Aos poucos os investimentos têm migrado para os anúncios em vídeo, que ganham cada vez mais importância ao influenciar a decisão de compra.
De acordo com a pesquisa da Kantar, os vídeos online são utilizados por 50% dos compradores para analisar suas opções na fase da decisão de compra.
O vídeo online auxilia os compradores na fase de decisão de compra. 50% dos compradores utiliza o vídeo para refinar suas opções; 31% para expandir a lista de consideração e 10% para evitar problemas na hora do test drive.
De modo geral, alcançar o consumidor utilizando diferentes mídias de marketing é uma boa estratégia, pois aumentam as chances do consumidor visitar a loja e efetuar uma compra. Ainda assim, é preciso escolher bem os canais e jamais deixar de acompanhar os dados de performance das campanhas.
Conclusão
Como vimos ao longo do texto, inclusive considerando referências de estudos indicativos, o investimento em marketing digital para concessionárias só aumenta.
Isso porque o comportamento de consumo mudou com o conforto dos dispositivos móveis, o que motivou as compras on-line e, no caso do mercado automotivo, a pesquisa que antecede a compra, já que se trata de uma venda complexa e ainda burocrática no Brasil.
Um aspecto essencial é que, quando se trata de investir em marketing digital, as concessionárias precisam compreender a importância de persistir na estratégia para conseguir resultados. Fazer ajuste nas campanhas e manter uma estratégia digital é o que vai fazer com que haja sempre novos leads entrando no funil de vendas.
Agora que você entende melhor sobre como investir em marketing digital para concessionárias, explore mais o tema e descubra como montar sua primeira campanha com nosso Checklist para uma campanha online infalível:
A Yamaha está realmente decidida a fisgar o público mais jovem e encontrou na Marvel Comics um caminho para isso. Depois de exibir no Salão Duas Rodas nove modelos com roupagens alusivas aos heróis vistos em “Vingadores: Ultimato“, a marca dos diapasões volta ao São Paulo Expo quase um mês depois para desbravar um evento totalmente novo em seu currículo: a Comic Con Experience, ou simplesmente CCXP, que acontece até o dia 8 de dezembro.Parceria com estúdio visa atrair os jovens para o mundo das motos
Presente com um estande no evento de cultura geek, a Yamaha levou novamente alguns dos modelos customizados pela oficina Bendita Macchina – menos as motos do Rocky Racoon (Factor 150) e de seu parceiro Groot (Crosser 150) – para os visitantes se esbaldarem nas fotos.Modelos inspirados nos heróis Marvel, como a MT-03 Iron Man, darão origem a edições especiais que chegam às lojas em 2020
Mas a fabricante não parou por aí. Dentro do espaço, que reúne uma coleção de camisetas e bonés criados em conjunto com a grife Piticas, bastante conhecida no universo geek, ainda estão três painéis com desenhos da Red Dragonfly, ou Libélula Vermelha, em português. Cada um criado por uma ilustradora diferente, os desenhos trazem interpretações diferentes para a mesma super-heroína, desde o visual até sua “história de origem”.YA1, primeira moto fabricada pela Yamaha, virou a super-heroína “Red Dragonfly” pelos traços de três ilustradoras brasileiras
O nome também não é por acaso: “libélula vermelha”, ou aka-tombo em japonês, é o nome pelo qual ficou conhecida a YA1, primeiro modelo produzido pela Yamaha em 1955. Equipada com motor monocilíndrico dois tempos de 125cc, a moto produzia 5,6 cv de potência a 5.000 rpm, enquanto o torque máximo era de apenas 0,96 kgf.m disponíveis nos 3.300 giros.
“A Red Dragonfly é um projeto audacioso e completamente fora da curva da companhia. Seu corpo rubro metálico lembra a libélula, ícone japonês poderoso por seus presságios, símbolo da transformação. Ela nasceu predestinada, com nome de heroína, formas inspiradas em insetos e narrativa de grandes clássicos de HQ”, descreve Ricardo Enzo Susini, diretor comercial da Yamaha.
A Marvel e as motos
Harley Street 750 estreou no filme Capitão América 2
Se no Brasil a Marvel e a Yamaha fizeram uma parceria inédita, nos EUA, é a Harley-Davidson quem caminha lado a lado com o estúdio norte-americana. Em 2012, a marca de Milwaukee e a Casa das Ideias se uniram pela primeira vez para promover o filme “Os Vingadores” em uma promoção na qual cinco felizardos criaram personagens que apareceram em HQs online ao lado do Capitão América, Homem de Ferro e companhia, pilotando motos da marca.
Já em 2013, a coisa ficou mais séria com o Steve Rogers pilotando em cena de “Capitão América 2 – O Soldado Invernal” a Street 750, que estava prestes a ser lançada. No ano seguinte, os filmes da Marvel se consolidaram de vez como vitrine da H-D ao mostrar ao mundo pela primeira vez a LiveWire, primeiro modelo elétrico elétrico da marca no filme “Vingadores: Era de Ultron”.
Depois disso, as marcas voltaram a se unir no mundo real, com 27 motos especialmente customizadas com temática de heróis da Marvel, que ficaram expostas na Comic Con Oz, em Sydney, na Austrália.
E você? Tem algum super-herói ou heroína favoritos? Compraria uma moto temática dele ou dela? (texto Carlos Bazela / fotos Divulgação)
Setor de duas rodas deve fechar o ano com 1.072.000 unidades emplacadas
Dados divulgados pela Fenabrave , federação que reúne os distribuidores de veículos no Brasil, revelam que o emplacamento de motos até novembro foi de 983.448 unidades, um crescimento de 14,84% na comparação com o mesmo período do ano passado. Com o bom resultado até aqui, a entidade divulgou uma projeção de chegar a 1.072.000 motocicletas vendidas neste ano, uma alta de 14% nas vendas comparadas com 2018, quando foram comercializadas 940.108 unidades.
Embora longe dos tempos áureos de 2011, quando chegamos a vender quase 2 milhões de unidades no ano, o resultado é motivo de comemoração, afinal a marca de um milhão nas vendas no varejo não era atingida desde 2015.
Segundo o Presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, o ritmo de crescimento das vendas, no geral, permanece como o esperado para o ano, o que deve levar ao volume estimado pela Federação. “Faltando apenas um mês, para o fechamento do ano, notamos a estabilidade do mercado. Isso é positivo, pois não houve grandes oscilações durante o ano, o que confirma as nossas expectativas para 2019, que deve crescer 10,76% sobre 2018”, comentou Assumpção Júnior, referindo-se ao crescimento do mercado de veículos como um todo – somando automóveis e comerciais leves, além de ônibus e caminhões.
Produção também deve passar de 1 milhãoFabricantes projetam produzir 1.105.000 unidades até o fim deste ano
Fabricantes também projetam aumento na produção, totalizando 1.105.000 unidades em 2019, correspondendo a uma alta de 6,6% na comparação com o volume produzido em 2018 (1.036.788 unidades). A projeção anterior, apresentada em abril, apontava 1.100.000 unidades para o presente ano.
De acordo com Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, associação dos fabricantes de motocicletas, o desempenho positivo do mercado interno foi a principal razão para o crescimento na produção e nas vendas. “A maior oferta de crédito, com taxas de juros mais atrativas e novos players, como os bancos digitais, aumentou o interesse do consumidor pela aquisição de um modelo 0 km. Esse quadro também foi estimulado pela apresentação de novos modelos no mercado, mais modernos, com novos recursos tecnológicos e design renovado.”
Para as fábricas, gasolina cara e busca por mobilidade ajudaram a bombar as vendas em 2019
Fermanian acrescenta que “ainda contribuiu para esta alta a procura pelos consumidores por alternativas para a mobilidade urbana, com preferência por modos de locomoção de maior rapidez nas grandes cidades. A motocicleta traz grandes vantagens neste quesito, além de menores custos com combustível e manutenção.” (por Arthur Caldeira)